One Piece quebrou finalmente a maldição das adaptações live-action da Netflix e provou que um anime pode ser bem traduzido para o formato com atores reais. Mas com o sucesso vem também algumas questões delicadas: certos momentos da obra original podem não funcionar tão bem na telinha.
A Netflix já mostrou que está disposta a modificar várias coisas para tornar a história mais fluida e acessível, mas será que ela vai ter coragem de adaptar algumas das polêmicas que mexeram com os fãs do anime e do mangá? Vejamos 6 momentos controversos que podem (ou não) dar as caras nas próximas temporadas.
Nem todo arco de One Piece é um sucesso, e o Davy Back Fight é a prova disso. No papel, a ideia até parece interessante: um pirata excêntrico chamado Foxy desafia Luffy para uma série de competições onde tripulantes são usados como “moeda de troca”. O problema? O ritmo do arco é lento, os desafios são fracos e Foxy é um vilão que nunca chegou a ser levado a sério pelos fãs.
Vivi é um dos personagens mais queridos pelos fãs, e sua despedida ao fim do arco de Alabasta é um dos momentos mais emocionantes de One Piece. Mas e se a Netflix decidisse mudar isso? Com a liberdade criativa que a série tem demonstrado, não seria surpresa se Vivi entrasse para a tripulação oficialmente. Isso traria várias implicações narrativas. Vivi é uma princesa com responsabilidades em seu reino, e sua partida adiciona um peso dramático à história. Além disso, sua não entrada na tripulação quebra a ideia de que Luffy “adota” todo mundo que encontra. Caso a Netflix mexa nisso, vai ser uma decisão arriscada que pode dividir os fãs.
One Piece é conhecido por suas falsas mortes, algo que muita gente critica. Personagens que deveriam ter morrido acabam sobrevivendo por conveniência do roteiro, reduzindo o impacto emocional de várias cenas. Casos como o de Pell, Pagaya e até mesmo o Going Merry são exemplos clássicos. A série da Netflix já mostrou que não tem medo de mudar certas coisas, e uma das alterações mais prováveis é cortar algumas dessas “mortes fake” para tornar a história mais realista. E convenhamos, se todo mundo sobrevive a tudo, os riscos deixam de existir.