Nem todo mundo superou a saída de Roscoe de Reacher. A primeira temporada deixou para trás uma das personagens mais queridas pelo público e uma história romântica que nunca chegou a se concluir. Mas, para quem se encantou com Willa Fitzgerald, a Netflix pode ter a resposta perfeita.
Ambientada em um centro de traumas em Miami, Pulso, um drama médico no estilo de Grey’s Anatomy, acompanha o dia a dia de médicos e funcionários que enfrentam rotinas caóticas enquanto tentam lidar com seus próprios dilemas pessoais.
Um romance em meio ao caos hospitalar
Danielle Simms, a protagonista, tem uma relação marcada por idas e vindas com Xander Phillips, papel de Colin Woodell. O relacionamento e problemas entre os dois é um dos principais fios condutores do enredo, construído em paralelo aos desafios da medicina de emergência.
Após a suspensão de Xander por uma denúncia de assédio, Danielle é promovida a chefe residente do hospital. A mudança inesperada no comando abala o equilíbrio da equipe médica, afetando diretamente a relação pessoal entre o casal principal.
O romance entre eles se desenrola em meio a disputas profissionais, dúvidas emocionais e a pressão do ambiente hospitalar. Em vez de idealizar o relacionamento, a série o apresenta como algo frágil e conflitante, refletindo os desafios reais enfrentados por quem vive sob estresse constante.
Esse, por sua vez, é um aspecto presente em todos os personagens, que se mostram falhos e reais desde o primeiro episódio. Danielle, sob pressão, por vezes perde a calma e se desestabiliza. Natalie Cruz, chefe de cirurgia, passa pelo mesmo, mas lutando contra suas dúvidas e o peso de comandar um hospital.
Com uma abordagem que lembra os momentos mais dramáticos de Grey’s Anatomy, Pulso também aposta na mistura de romance e catástrofes para intensificar o enredo. A trama ganha novas camadas de tensão quando um furacão se aproxima de Miami, isolando o hospital e obrigando a equipe a lidar com situações extremas sem apoio externo.
Personagens diversos e camadas humanas
O elenco de Pulse é outro ponto forte da produção. Além de Fitzgerald e Woodell, a série conta com nomes como Justina Machado (One Day at a Time) e Jessie T. Usher (The Boys).
Cada personagem traz um conjunto próprio de dilemas, sejam éticos, familiares ou profissionais. Essa riqueza narrativa lembra o que Grey’s Anatomy fez em seus primeiros anos, mas com um frescor que evita a repetição da fórmula que nem mesmo o clássico de Shonda Rhimes consegue manter nas temporadas atuais.
Com produções médicas já estabelecidas no mercado, a Netflix arrisca ao apresentar uma nova abordagem com Pulso. A série não tenta reinventar o gênero, mas oferece uma interpretação mais direta e emocional, onde o foco é menos o caso da semana e mais a transformação dos personagens.
Para quem terminou a 20ª temporada de Grey’s Anatomy com uma sensação de insatifação ou para quem busca dramas hospitalares com personagens fortes e um ritmo envolvente, Pulso surge como uma ótima pedida.
A primeira temporada já está disponível na Netflix.