Assumir a direção de 50 Tons de Cinza não deve mesmo ter sido uma boa experiência para a cineasta Sam Taylor-Johnson, que não continuou na franquia após o primeiro filme.
Depois de afirmar que jamais assistirá ao filme novamente, Johnson relembrou, em entrevista à Hollywood Reporter, um dos motivos que tornaram a experiência tão desagradável: as desavenças com E.L James, autora dos livros best-seller que originaram os filmes.
“Duas visões criativas diferentes”, disse a diretora. “A visão dela contra a minha, e sempre eram muito opostas. Toda cena era uma luta. Foi difícil. Foi como subir uma ladeira cheia de alcatrão pegajoso. O negócio dela era: ‘isso é o que os fãs esperam’. E eu respondia: ‘Bem, vamos tentar corresponder a essas expectativas, mas ao mesmo tempo criar um novo universo'”.
“Inicialmente, havia o plano provisório de que eu estaria envolvida nos próximos dois filmes”, continou a cineasta. “(Mas o estúdio) queria ver como o primeiro filme se sairia antes de confirmar. Foi bem em termos de bilheteria. Mas não tão bem na minha relação com Erika”.
Procurada pela publicação, James, cujo nome real é Erika Mitchell, não comentou as declarações de Johnson.